Influenciador desabafa sobre perda de contratos com marcas após se assumir gay

O influenciador criticou o fato de sua orientação sexual ser colocada acima de sua trajetória profissional

Foto: Reprodução

O publicitário e influenciador digital Cadu Queiroz afirmou ter enfrentado preconceito após assumir publicamente sua homossexualidade. Em desabafo publicado nas redes sociais na noite desta quinta (21), ele relatou que empresas de Feira de Santana cancelaram contratos após a divulgação de fotos ao lado do namorado, situação que, segundo ele, teria causado incômodo em algumas marcas.


No vídeo, o influenciador criticou o fato de sua orientação sexual ser colocada acima de sua trajetória profissional. “É estranho você perceber que o seu talento, sua criatividade, seu profissionalismo é resumido na sua sexualidade.”

“Você percebe que com o tempo não foi você que perdeu, você percebe que essas portas que se fecharam, na verdade, foi um favor, porque eu não faço questão de estar em ambientes que não me cabem, que não me aceitam, que não respeitam que eu sou”, disse.

Durante o desabafo, Cadu provocou uma reflexão às empresas que demonstraram preconceito. “Eu não posso representar a sua marca, mas um gay pode consumir o seu produto”.

O vídeo reacendeu discussões sobre discriminação contra pessoas LGBTQIAPN+ no mercado de trabalho. Nos comentários da postagem, Cadu recebeu apoio de seguidores, amigos e do namorado. “Você ainda vai ocupar muitos lugares maiores dos que se fecharam”, disse o companheiro do influenciador.

Dados de pesquisas mostram que o preconceito ainda é uma realidade em diferentes setores profissionais.

Uma levantamento divulgado pelo Infojobs em 2025 e realizado com mais de 800 profissionais revelou que sete em cada dez integrantes da comunidade já deixaram de se candidatar ou pensaram em desistir de uma vaga por não se sentirem seguros com a cultura da empresa. O estudo também apontou que 72,7% dos entrevistados já sofreram algum tipo de preconceito no ambiente de trabalho, de forma direta ou indireta, e 64% afirmaram que os episódios de discriminação aconteceram mais de uma vez.

Outra pesquisa realizada pela consultoria Santo Caos, em 2019, com 230 pessoas e representantes de recursos humanos do Paraná, São Paulo e outros 12 estados, apontou que 38% das indústrias e empresas têm restrições para contratar pessoas LGBTQIAPN+.