Justiça condena pastor Lucinho por fala sobre beijo na boca da filha: “ai, se eu te pego”

Igreja Batista da Lagoinha também foi condenada. A decisão é passível de recurso

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A Igreja Batista da Lagoinha e o pastor Lúcio Barreto Júnior, o “Lucinho”, foram condenados pela Justiça de Minas Gerais a pagar R$ 150 mil por danos morais coletivos, após declarações consideradas discriminatórias e de incitação à violência sexual contra meninas e mulheres. A decisão, da 17ª Vara Cível de Belo Horizonte, é passível de recurso.


O caso ocorreu durante um culto exclusivo para homens, realizado em 15 de abril de 2024, com o tema “educação de filhos”. Na ocasião, o pastor afirmou que havia beijado a própria filha, então com 11 anos, na boca. A juíza Miriam Vaz Chagas também condenou o pastor a realizar um novo sermão sobre educação de filhos em que “exalte o dever de enfrentamento ao ódio, à discriminação e a todas as formas de violência, inclusive sexuais, contra mulheres e crianças, retratando-se expressamente das declarações”.

Já a Igreja Batista da Lagoinha foi condenada a “adotar todas as medidas operacionais para a gravação e veiculação integral do sermão de retratação”. O vídeo deve ser publicado no canal do YouTube da igreja e em todas as suas plataformas de redes sociais e ficar acessível por pelo menos um ano. A Lagoinha também terá que publicar matéria informativa sobre a retratação em pelo menos três órgãos de imprensa escrita “de amplitude estadual” em Minas Gerais.

Os dois réus deverão pagar juntos a indenização de R$ 150 mil, que será encaminhada ao Fundo Especial do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (Funemp).