Após erro de banco, Justiça exclui sócio da Mansão Green do processo da operação “Aposta Suja” e desbloqueia bens

A defesa apresentou documentos da Jucesp comprovando que Bruno nunca foi sócio ou administrador da empresa investigada

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Uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro retirou oficialmente o empresário baiano Bruno Karttos do processo da Operação “Aposta Suja” nesta segunda-feira (31). Sócio da Mansão Green e embaixador do Feira FC, ele havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão no dia 13 de agosto, em sua residência, em um condomínio de luxo em Feira de Santana.


A inclusão de Bruno na investigação ocorreu após um erro do banco BTG Pactual. Em 2025, a instituição informou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), de forma equivocada, que o empresário seria dono de 90% das cotas de uma empresa de São Paulo, que era investigada por suspeita de lavar dinheiro para plataformas de apostas ilegais. Com base na informação, o Gaeco-RJ pediu o bloqueio de bens de Bruno, no limite de R$ 95,8 milhões, além das buscas.

A defesa apresentou documentos da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp) comprovando que Bruno nunca foi sócio ou administrador da empresa. Após ser informado sobre as provas, o próprio BTG Pactual reconheceu o erro em ofício protocolado no dia 26 de agosto e afirmou não ter identificado relação entre o empresário e a empresa investigada. O MP-RJ então concordou com a devolução dos bens e o encerramento das medidas contra Bruno, que foi retirado definitivamente do processo pelo juiz Alexandre Abraão Dias Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro.

À época, o Feira FC declarou ter “total confiança” na inocência de Karttos e afirmou respeitar a atuação das autoridades.

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