Rosa diz que não há condições de realizar reajuste salarial e que a frota atende a demanda

Segundo a empresa, a tarifa está defasada há vários anos.

Foto: Paulo José (Arquivo)

A empresa Rosa, que opera o transporte público de Feira de Santana, divulgou uma nota na tarde deste domingo (22) respondendo os trabalhadores rodoviários e à população feirense acerca dos últimos acontecimentos no transporte coletivo urbano da cidade. A Rosa afirmou que não há condições de realizar reajuste salarial da categoria porque as receitas do sistema de transporte do município despencaram mais de 70% na pandemia, e disse que a tarifa está defasada há vários anos. Sobre a quantidade de ônibus, declarou que a frota atende a demanda.


NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Empresa Rosa esclarece que a retirada dos ônibus de circulação que prestavam atendimento à comunidade feirense, neste domingo, 22, e recolhidos posteriormente à garagem, foi de iniciativa do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintrafs).

Todavia é importante destacar que a frota operacional ativa e também a reserva estão mantidas no município: são 64 ônibus e micro-ônibus, e mais 8 veículos reservas que suprem, satisfatoriamente, a atual demanda de passageiros mediante ordens de serviço da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito. Vale ressaltar que esta quantidade de ônibus reservas é superior a 10%, conforme determina edital do poder público.

Mais uma vez, em respeito à comunidade feirense, salientamos que a deflagração da greve se dá em razão da falta de consenso mediante a Pauta de Reivindicações da Categoria dos Rodoviários no tocante ao aumento de salário.

As receitas do sistema de transporte da cidade despencaram mais de 70% e, por isso, não há condições de realizar reajuste salarial neste período de crise sanitária enfrentada no mundo.

Outro fator agravante é a tarifa de remuneração da Empresa Rosa estar defasada, há vários anos, pela ausência de revisão da Prefeitura de Feira, medida a qual torna-se urgente e necessária.

O serviço essencial de transporte público é de competência do Município e o poder público manteve-se inerte nesta pandemia, vide que não conseguiu ajustar o equilíbrio econômico financeiro do contrato de concessão, inviabilizando as nossas receitas para custear o serviço que vem sendo ofertado à população da cidade.

O contrato de concessão continua totalmente desequilibrado economicamente, notícia pública e notória de anos, e não temos receitas para aumentar custo de pessoal.

Enquanto o Município de Feira de Santana não restabelecer o equilíbrio econômico financeiro do contrato, não teremos condições de acatar o pleito da categoria.

Notadamente, cabe ao poder público municipal apurar os custos do serviço e revisar nossas receitas para que possamos, de forma justa, pagar nossos fornecedores e colaboradores.

Feira de Santana, 22 de agosto de 2021.

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