Cantora feirense Kaline Rabelo aposta em nova música para o verão

Faixa autoral ‘Modo Amor/Boquinha’ faz parte do audiovisual “Lar, Doce, Axé” (2026) e traduz desejo, liberdade e a atmosfera dos encontros que fazem parte do Carnaval

Foto: Rodolfo Tavares

A cantora Kaline Rabelo acaba de lançar o hit “Modo Amor/Boquinha” junto ao audiovisual inédito Lar, Doce, Axé (2026), recém-gravado em outubro. Com uma letra provocante, a música parte do desejo e do romance, marcando o verão de Salvador de forma leve, dançante e cheia de baianidade. Clique aqui e ouça agora o novo hit da cantora!


Ao som de “Acordei querendo te ver / Pra te dar um beijo de amor / Banho nu de lua de prata”, Kaline conduz os versos pela entrega entre desejo e liberdade. A música ganha um tom único ao aproximar a intimidade da linguagem popular dos circuitos carnavalescos, sendo a grande aposta da cantora para a ‘temporada de axé’ nesta reta final de ano e para o Carnaval de Salvador 2027.

Quem assina a composição do hit Modo Amor/Boquinha é Alaim Tavares (Vumbora Amar), Lari Tavares (Energia de Gostosa) e Samir Trindade (Largadinho), que já estiveram por trás de grandes letras do samba-enredo e do axé baiano.

A música integra uma nova fase da cantora, que assume cada vez mais o axé como território artístico. Natural de Feira de Santana, a cantora encontrou no gênero uma forma de revisitar referências que atravessaram sua formação e, ao mesmo tempo, construir novas sonoridades para a axé music – que possui mais de quatro décadas de história.

Sem esquecer as raízes do movimento, ‘Lar, Doce, Axé’ funciona como um retorno ao “lar doce lar” baiano. O projeto reúne influências africanas e latinas e percorre o fricote, o pagode e diferentes elementos da música popular produzida na Bahia. Na batida do axé, os hits “Movimento da Kali” e “Modo Amor/Boquinha” aparecem como as principais apostas da cantora para uma nova temporada de verão e Carnaval.

A proposta também estabelece uma conversa com a própria história do gênero. De “Fricote”, de Luiz Caldas, lançada em 1985 e considerada um marco da axé music, aos trabalhos que consolidaram a música baiana nas décadas seguintes, como nos discos “O Canto da Cidade” (1992) e “Veja Alto, Ouça Colorido” (2007), o projeto da cantora revisita a cultura musical que atravessou gerações e continua encontrando novas vozes.

Nascida na terra de Luiz Caldas, a cantora Kaline Rabelo também se encantou e se encontrou no Carnaval de Salvador. Após 41 anos desde que o “Pai do Axé” batizou o gênero musical, a história agora segue com outra voz de Feira de Santana, desta vez, com a energia e com a entrega de Kaline. Continuando a história do axé, mas do seu próprio jeito, a intérprete está ansiosa para os próximos passos.

“É lindo demais ver como, após quase meio século, eu posso continuar uma história que começou em Feira, com Luiz Caldas como precursor desse ritmo maravilhoso que a Bahia ama. E que eu me encontrei. São anos dedicados ao axé. E para consagrar essa energia, essa leveza, essa baianidade, ‘Modo Amor/Boquinha’ chega com essa mistura de carinho, provocação e vontade de estar perto. É uma canção para cantar, dançar e se reconhecer nesse sentimento de querer estar por perto”, afirma Kaline.

A relação da cantora com a história do axé também atravessa os palcos. Kaline já dividiu o trio da Banda Eva com Felipe Pezzoni e levou seu repertório para eventos como a Micareta de Feira, Carnaval de Salvador, Expofeira e Soul Sambaxé. Em 2026, a artista ampliou esse percurso com sua estreia internacional na Eurofolia, passando pela Europa e dividindo a programação com Xanddy Harmonia.

Nova voz para a música baiana: Kaline fala sobre relação com a ‘axé músic’

Para Kaline, sua relação com o axé nasce da admiração por artistas que ajudaram a transformar a música baiana em um fenômeno nacional. Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Banda Mel, Olodum e Timbalada aparecem como referências de quem cresceu ouvindo diferentes gerações do gênero.

“Ver a potência de Ivete, Daniela Mercury, Margareth Menezes e tantos outros nos mostra a dimensão do axé. Olhar essas trajetórias, para além de Luiz, me inspira a seguir cantando a nossa cultura e a me descobrir cada vez mais na música baiana. Fico muito feliz por ser essa voz que sucede tantos artistas incríveis, mas que também leva a energia da Bahia adiante, para novos públicos”, revela.

A construção dessa identidade ganhou força com o projeto Soul Axé, desenvolvido pela cantora a partir das celebrações dos 40 anos da axé music de Luiz Caldas. A artista também carrega no repertório trabalhos de diferentes momentos da carreira. Em 2019, lançou “Bilhete”, gravada com a dupla Maria Cecília & Rodolfo, além do hit “Desaprendi a Ser Solteiro”. Em 2025, apresentou “Sol e Salvador”, música que reforçou sua aproximação com o axé e com o imaginário da capital baiana.

Agora, Modo Amor/Boquinha acrescenta novas sonoridades a esse repertório. Com “Lar, Doce, Axé” (2026), Kaline reafirma a conexão com a cultura baiana. “A faixa já chegou com tudo e tem muito desse clima gostoso do verão da Bahia. A gravação do audiovisual foi um sucesso e foi muito especial ver essa música ganhando vida junto com o público. Espero que as pessoas se divirtam, cantem junto e levem essa promessa do Carnaval de Salvador para dentro de casa e para as avenidas”, conclui.

Sobre Kaline Rabelo

Kaline Rabelo é cantora natural de Feira de Santana, na Bahia. A artista passou por diferentes gêneros da música brasileira antes de direcionar sua carreira para a Axé Music. Ao longo da trajetória, participou de eventos como Micareta de Feira, Carnaval de Salvador, Expofeira e Soul Sambaxé. Também dividiu o trio da Banda Eva com Felipe Pezzoni e, em 2026, realizou a Eurofolia, levando o axé para a Europa.

Entre seus trabalhos estão “Bilhete”, gravado com Maria Cecília & Rodolfo, “Desaprendi a Ser Solteiro” e “Sol e Salvador”. Atualmente, Kaline segue ampliando sua atuação na música baiana e apresenta “Lar, Doce, Axé”, projeto audiovisual que reúne 14 faixas e tem “Movimento da Kali” e “Modo Amor/Boquinha” como principais músicas autorais.